A codependência é um fenômeno que ocorre em famílias de usuários de drogas lícitas. Está presente nas relações disfuncionais em que uma pessoa desempenha o papel de ‘’cuidador’’ do dependente químico, enquanto o outro membro do sistema familiar vincula-se a sistemas disfuncionais e desenvolve um padrão disfuncional de lidar com os problemas, resolver, desenvolver e manter relações afetivas.

O codependente torna-se refém de tudo o que envolve o outro. Na maioria dos casos é a mulher que assume esse papel, passando a viver a intimidade do outro, restringindo seu próprio EU e suas próprias vontades em prol do outro, além de ser atraída por aquilo que é disfuncional.

Nesse relacionamento triangular entre o suposto marido/filho, esposa/mãe e a adição, não existe um espaço para expressar os sentimentos, e muitas vezes há uma incongruência entre a fala e a execução de um comportamento. Que acaba sendo um peso muito grande para o/a co-dependente, que sofre muito por reprimir todos seus desejos e sentimentos, muitas vezes a pessoa se vê sozinha, sem rede de apoio ou sem ter alguém para contar, parece que ninguém a entende.

São longos anos como refém da relação conjugal, vivendo e respirando o outro. Deixando a cada dia que se passa, seu Eu de lado…. dia após dia, ano após ano.

Em alguns casos ao se deparar com a falta do outro, tanto o distanciamento físico, quanto emocional, o co-dependente entra em conflito com o seu próprio Eu, por não saber mais nada de si… percebe que está vivendo a vida do cônjuge desse relacionamento.

Co-dependência é o adoecimento do ”cuidador”, fase de perda da autoestima. Pode ser definida como qualquer sofrimento ou disfunção que seja associada ou resulte em focar nas necessidades e comportamentos dos outros. Co-dependentes ficam tão preocupados com os outros que negligenciam suas próprias necessidades.

Durante o processo terapêutico, iniciamos o processo de movimentação para saída deste papel de co-dependente, nomeando os momentos os quais negligenciou suas próprias necessidades para fazer o que o adicto queria. A partir de então, começa a percepção dos pequenos detalhes que vai fazer por si mesma. Esses pequenos momentos de reflexão, à fortificam e intensificam o seu EU. O reconhecimento das evoluções, faz parte da ampliação da sua conscientização sobre o caminhar para fora de próprio padrão como co-dependente.

Desenvolver a consciência do próprio funcionamento e da responsabilidade pelas escolhas elimina completamente a culpabilidade. Não existe mais crítica a si ou aos outros, mas sim um estado de coisas, um funcionamento, um aspecto para ser flexibilizado e ampliado. Acreditar que os lances de relacionamento são circulares, são co-desencadeadores e que o comportamento de um desencadeia e mantém o comportamento do outro, e vice-versa, abre novas possibilidades de compreensão (Rosset,2003) .

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